O Brasil deve criar 2 milhões de postos de trabalho em 2010, segundo estimativa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Só o comércio deve gerar 852 mil vagas, enquanto a indústria vai produzir 300 mil novos postos no país. Apesar dos bons números, a economia deve contabilizar no ano mais de 16 milhões de pessoas demitidas. Entre os Estados brasileiros, São Paulo deve liderar o ranking com 700 mil novos postos de emprego. Na sequência, Minas Gerais deve criar 192,4 mil vagas e o Rio de Janeiro, 191,2 mil. O Paraná está na quarta posição da lista, com 146,7 mil novos empregos previstos, seguido do Rio Grande do Sul, com 122,6 mil novas vagas.
Por outro lado, o Ipea estima 16,6 milhões de demissões para este ano. Nesta relação, o Estado de São Paulo também encabeça a lista devendo eliminar 5,3 milhões de empregos. Na sequência, aparecem Minas Gerais, com 2,1 milhões de demissões, Rio de Janeiro, com 1,3 milhão de pessoas que perderão emprego, e Paraná, com 1,2 milhão de cortes. Com isso, a economia brasileira vai precisar de cerca de 18,6 milhões de trabalhadores em 2010. Segundo o Ipea, há cerca de 24,8 milhões de trabalhadores prontos para trabalhar – soma da oferta total de mão de obra, do estoque de 6,5 milhões de desempregados, dos 1,66 milhão de novos ingressantes no mercado de trabalho e dos 16,6 milhões de empregados demitidos.
No entanto, apenas 19,3 milhões deles têm qualificação e experiência profissional – cerca de 78% dos 24,8 milhões que estão no mercado de trabalho. O comunicado do Ipea afirma que, mesmo com a criação de vagas de trabalho, ainda faltam empregos na economia brasileira. “A massa de trabalhadores sem qualificação (22,2%) requer políticas públicas de combate a essa exclusão, visto que forma um exército que não se encontra nas mesmas condições de competitividade no mercado de trabalho. Mesmo com o crescimento econômico, ainda continuará havendo um estoque de trabalhadores desempregados”.
(R7)
|
|